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Programa de Artesanato

PROGRAMA DE ARTESANATO DA FUNDAÇÃO CULTURAL DE BLUMENAU

O artesanato é uma das mais ricas formas de expressão da cultura e do poder criativo de um povo. Na maioria das vezes, é a representação da história de sua comunidade e a reafirmação da sua autoestima. Nos últimos tempos, tem se agregado a esse caráter cultural o viés econômico, com impacto crescente na inclusão social, geração de trabalho e renda e potencialização de vocações regionais.

A Fundação Cultural de Blumenau sendo responsável por fomentar a cultura na cidade criou em 2005 o Programa de Artesanato a fim de organizar, estimular, qualificar e dar oportunidades de comercialização de produtos aos artesãos que aqui se estabelecem. Para que o trabalho de artesanato seja bem desenvolvido e qualificado o programa estabelece as diretrizes de atuação dos artesãos.
 
DIRETRIZES

1)    O PROGRAMA DE ARTESANATO
O Programa de Artesanato da Fundação Cultural de Blumenau serve para estimular os trabalhos artesanais no município. Neste sentido, o programa mantém o registro dos artesãos interessados, e oportuniza a comercialização dos produtos em determinado local da cidade e eventos em que a Fundação Cultural tem parceria.

2)    O ARTESÃO
É o trabalhador que de forma individual exerce um ofício manual, transformando a matéria-prima bruta ou manufaturada em produto acabado. Tem o domínio técnico sobre materiais, ferramentas e processos de produção artesanal na sua especialidade, criando ou produzindo trabalhos que tenham dimensão cultural, utilizando técnica predominantemente manual, podendo contar com o auxílio de equipamentos, desde que não sejam automáticos ou duplicadores de peças.

Não é ARTESÃO aquele que:
I – Trabalha de forma industrial, com o predomínio da máquina e da divisão do trabalho, do trabalho assalariado e da produção em série industrial;
II – Somente realiza um trabalho manual, sem transformação da matéria-prima e fundamentalmente sem desenho próprio, sem qualidade na produção e no acabamento;
III – Realiza somente uma parte do processo da produção, desconhecendo o restante.

2.1)  MESTRE ARTESÃO
Indivíduo que se notabilizou em seu ofício, legitimado pela comunidade que representa e/ou reconhecido pela academia, destacando-se através do repasse de conhecimentos fundamentais da sua atividade para novas gerações.

3) ARTESANATO
Compreende toda a produção resultante da transformação de matérias-primas, com predominância manual, por indivíduo que detenha o domínio integral de uma ou mais técnicas, aliando criatividade, habilidade e valor cultural (possui valor simbólico e identidade cultural), podendo no processo de sua atividade ocorrer o auxílio limitado de máquinas, ferramentas, artefatos e utensílios.

Não é ARTESANATO:
I – Trabalho realizado a partir de simples montagem, com peças industrializadas e/ou produzidas por outras pessoas;
II – Lapidação de pedras preciosas;
III – Fabricação de sabonetes, perfumarias e sais de banho, com exceção daqueles produzidos com essências extraídas de folhas, flores, raízes, frutos e flora nacional;
IV – Habilidades aprendidas através de revistas, livros, programas de TV, dentre outros, sem identidade cultural.

4)    TIPOS DE ARTESANATO
A classificação do produto artesanal está definida conforme a origem, natureza de criação e de produção do artesanato e expressa os valores decorrentes dos modos de produção, das peculiaridades de quem produz e do que o produto potencialmente representa. A classificação do artesanato também determina os valores históricos e culturais do artesanato no tempo e no espaço onde é produzido.

a)  ARTESANATO INDÍGENA
Resultado do trabalho produzido no seio de comunidades e etnias indígenas, onde se identifica o valor de uso, a relação social e cultural da comunidade. Os produtos, em sua maioria, são resultantes de trabalhos coletivos, incorporados ao cotidiano da vida tribal.

b)  ARTESANATOS DE RECICLAGEM
É o resultado do trabalho produzido a partir da utilização de matéria-prima que é reutilizada. A produção do artesanato de reciclagem contribui para a diminuição da extração de recursos naturais, além de desenvolver a conscientização dos cidadãos a respeito do destino de materiais que se destinariam ao lixo.

c)  ARTESANATO TRADICIONAL
Conjunto de artefatos mais expressivos da cultura de um determinado grupo, representativo de suas tradições e incorporados à vida cotidiana, sendo parte integrante e indissociável dos seus usos e costumes. A produção, geralmente de origem familiar ou comunitária, possibilita e favorece a transferência de conhecimentos de técnicas, processos e desenhos originais. Sua importância e valor cultural decorrem do fato de preservar a memória cultural de uma comunidade, transmitida de geração em geração.

d)  ARTESANATO DE REFERÊNCIA CULTURAL
Sua principal característica é o resgate ou releitura de elementos culturais tradicionais da região onde é produzido. Os produtos, em geral, são resultantes de uma intervenção planejada com o objetivo de diversificar os produtos, dinamizar a produção, agregar valor e otimizar custos, preservando os traços culturais com o objetivo de adaptá-lo às exigências do mercado e necessidades do comprador. Os produtos são concebidos a partir de estudos de tendências e de demandas de mercado, revelando-se como um dos mais competitivos do artesanato brasileiro e favorecendo a ampliação da atividade.

e)  ARTESANATO CONTEMPORÂNEO-CONCEITUAL
Objetos resultantes de um projeto deliberado de afirmação de um estilo de vida ou afinidade cultural. A inovação é o elemento principal que distingue este artesanato das demais classificações. Nesta classificação existe uma afirmação sobre estilos de vida e valores.

5)  CADASTRAMENTO
Para o artesão se cadastrar no Programa de Artesanato da Fundação Cultural de Blumenau, basta se dirigir até a Rua XV de Novembro, 161, Centro Histórico – Blumenau/SC com os seguintes documentos: 
a)    RG;
b)    CPF;
c)    Comprovante de Residência Atual;
d)    1 foto 3X4 atual;
e)    R$10,00 (Taxa de confecção do Crachá de Identificação);
f)    4 fotos dos Produtos;
g)    Trazer produtos para avaliação.

No local é solicitado ao artesão que ele confeccione um produto artesanal. Caso não seja possível em função da técnica ou material empregado, é agendada uma visita ao local de produção.

6)    CRACHÁ DE IDENTIFICAÇÃO
A Fundação Cultural de Blumenau emite um crachá de identificação a todo artesão que tem sua capacidade de trabalho reconhecida como tal. 

7)    OPORTUNIDADES DE COMERCIALIZAÇÃO DOS PRODUTOS
a)    Festa do Trabalhador – Parque Vila Germânica 
b)    Feira da Amizade (por sorteio) – Parque Vila Germânica 
c)    Rota de Lazer – Rua XV de Novembro 
d)    Praça Dr. Blumenau – Durante todo ano. 


Blumenau, 6 de março de 2015.


Referência Bibliográfica: Informações extraídas do “Programa do Artesanato Brasileiro – Base Conceitual do Artesanato Brasileiro”.
2015. [ONLINE] Disponível em: http://www.desenvolvimento.gov.br/arquivos/dwnl_1347644592.pdf. [Acessado em 6 de Março de 2015].