Aproveite as férias para visitar o museu
Um bom programa para as férias é visitar museus. No Museu de Arte de Blumenau (MAB) as exposições Tempo e Deslocamento, de Fernanda Figueiredo e Eduardo Mattos, Cultura x Natura, de Cássio Leitão, Ponto de Fuga, de Alexandre Silveira, Um pedaço desapareceu, de Pakawon T. Martin, Cidades Perdidas, de Valentina Fernandes, e Imagens urbanas, de Júlia Mota, podem ser visitadas até o dia 13 de fevereiro, de terça a domingo, no horário das 10H às 16h. Visitas mediadas para grupos podem ser agendadas pelo telefone (47) 3381-6176.
Destaque da semana
Exposição: Cultura x Natura
Sala Oficial do MAB
Artista: Cássio Leitão
As visitas podem ser feitas de terça-feira a domingo, das 10h às 16h
Natural de São Paulo (SP), onde reside e trabalha, Cássio Leitâo é formado pela faculdade de artes plásticas da FAAP, curso de Comunicação Visual. Envolvido intensamente com desenho desde a infância, desenvolve trabalhos de pintura e fotografia. Possui em seu currículo várias exposições individuais e coletivas nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.
O artista esteve presente na noite de abertura das exposições e antes de retornar para São Paulo expressou sua satisfação em participar da 5ª temporada de exposições do MAB. Segundo ele, os editais além de democratizarem a utilização de espaços culturais, proporcionam oxigenação, troca de experiências, favorecem o intercâmbio. Ressaltou a importância do movimento que o MAB proporciona com a realização de cinco temporadas no ano que representa em média de 30 a 40 exposições. "Pouquíssimos centros fazem isso e essa ação tem que ser incentivada, motivada. Espero estar aqui novamente no ano que vem".
Cássio relatou ter ficado muito bem impressionado com as salas expositivas do MAB, em especial a Sala Oficial onde está expondo. Diz que gostou muito da cidade e espera retornar.
Nas pinturas de Cássio, os desastres naturais funcionam como um motivo, um subterfúgio para pintar formas um tanto disformes e cores enevoadas. O artista parte de fotografias de catástrofes para compor as telas, elegendo predominantemente ângulos fechados. “A cultura humana, cada vez mais tecnológica, se distanciou do natural e, em seu universo predominantemente urbano e protegido, parece ter se esquecido dos espaços abertos e da exposição às intempéries nos horizontes naturais”, observa. “Por outro lado a natureza segue seu fluxo evolutivo, mudando e respondendo lentamente às agressões que sofre, mas quando se mostra, age sem remorso, vencendo facilmente todos os embates e nos colocando como meros observadores impotentes dessa gigantesca força”.
Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello
