Logo

O que você procura?

EU PRECISO...

Selecione uma categoria. O que você precisa fazer hoje?

Situação
da Cidade:
Normalidade
Precipitação
20º
14º
1,48m
Nível do Rio
Itajaí-Açu
Atualização:
25/08/26 18h
+ Mais informações
-A A A+
Mapa do site Mais informações

MAB prepara a 4ª Temporada de Exposições

MAB prepara a 4ª Temporada de Exposições

A Fundação Cultural de Blumenau abre nesta quinta-feira, dia 9 de outubro, a 4ª Temporada de Exposições no Museu de Arte de Blumenau (MAB). Esta edição contará com as seguintes obras: Olhares, Olhares Diversos e Entre Olhares, coletiva do Grupo Art 725; Pintura Fóssil, de Duane Bahia Benatti; Abre o Mundo de Sela, O lugar das incertezas, de MaBu; Voo Noturno, de F.Gusso; e Cacos da Mata, de Paulo Tajes Lindner. A Rede Feminina de Combate ao Câncer estará presente com a noite de autógrafos do livro "Uma Rede de Amor", publicação comemorativa aos 40 anos de atividades.

 

A programação de abertura começa às 19h com a conversa com artistas. Professores, arte-educadores, coordenadores pedagógicos, alunos de arte e comunidade em geral estão convidados a participar.

 

Na coletiva Art 725 estão reunidos trabalhos do grupo formado por 16 artistas paranaenses. A exposição está dividida em três segmentos: "Entre Olhares", "Olhares 725" e "Olhares Diversos"; trazendo obras que apresentam diversidade plástica e destacam a liberdade do olhar criativo na sua produção. A curadoria é de Edilson Viriato, que promove a autonomia e a individualidade de expressão dos artistas na elaboração de seus trabalhos.

 

O Grupo Art 725 foi formado com o intuito de promover e divulgar cada um de seus integrantes cujas trajetórias individuais e coletivas são reconhecidas no meio artístico. Criado em outubro de 2012 o grupo trabalha e se reúne para desenvolver pesquisas sobre arte, criar diretrizes, elaborar projetos e propostas para exposições com o objetivo de mostrar a pluralidade da arte numa visão contemporânea.

 

O idealizador do Grupo Arte 725, Edilson Viriato, é artista consagrado e premiado com diversas participações em bienais, entre elas a de Cuba e São Paulo, e em Exposições nacionais e internacionais. Agitador cultural, curador, professor e orientador, inspira e promove o desenvolvimento do grupo. Fazem parte do Grupo os artistas: Edilson Viriato, Ana Muller, Ana Serafin, Beatriz Gonçalez, Cirlei Gonçalves, Denise Abujamra, Elisângela Strasser, Elisiane Corrêa, Kátia Kimieck, Luiza Uady, Marilene Zanchet, Marinice Costa, Silvana Camilotti, Leandro de Souza, Nilva Rossi e Soraya Milani.

 

 

Serviço

 

Abertura da 4ª Temporada de Exposições no MAB

Data: 9 de outubro, quinta-feira

Horário: 19h

Local: Fundação Cultural de Blumenau

Visitação: até 23 de novembro. De terça-feira a domingo, das 10h às 16h

Visitas mediadas podem ser marcadas pelo telefone 3381-6176

Entrada franca

 

O que ver

 

Na Galeria Municipal de Arte - Sala Alberto Luz

- Pintura Fóssil: Duane Bahia Benatti traz de Campinas (SP) uma série de pinturas onde radicaliza sua pesquisa pictórica iniciada na residência artística em Buenos Aires, em 2012. Foi nessa ocasião que o artista começou a expor obras constituídas de capas de tinta pura. Camadas de tinta eram aplicadas sobre suporte impermeável, e, uma vez a tinta estando seca, capas de tinta eram extraídas e afixadas com cola em lona. “Na presente série, Benatti eliminou os materiais intermediários e oferece uma experiência de uma pintura purificada, às vezes inclusive de seu suporte, problematizando o aspecto matérico e objetual da pintura, estruturando-a em suportes estranhos à pintura, como hastes ou pedestais”, explica a gerente do MAB, Mia Ávila.

- Abre o mundo: através de uma série de peças em cerâmica, a artista Sela, residente em Florianópolis, promove a ideia de transcendência que a imagem poética da flecha sugere, para que, no presente, relembre a origem cultural, pré-histórica, que em busca de melhores condições produziu instrumentos para a sobrevivência e desenvolvimento humano, como foi a flecha nos primórdios da humanidade.

A flecha é signo de transcendência e símbolo de ascensão a um espaço metafísico; a transcendência está sempre, portanto, armada, e a arma transcendente por excelência é a flecha, como disse o filósofo Gilbert Durand. “A ponta de flecha foi um dos primeiros artefatos, de que se tem registro, que foram produzidos pelo homem desde as flechas produzidas pelos caçadores do paleolítico, e ainda hoje sua imagem simbólica é usada para abrir, conduzir de um estado, situação ou posição a outro, como por exemplo na sinalização de trânsito, o ícone de play, e ícone de abrir arquivos digitais nos aparelhos audiovisuais de tecnologia atual”, lembra Mia Ávila.

- O lugar das incertezas: com trabalhos que transitam entre a instalação, fotografia e vídeo-arte, a artista paulistana MaBu encontra na releitura e na reorganização dos objetos do cotidiano na paisagem um estranhamento impactante através da imersão em universos socialmente extremos. Após pesquisar e acompanhar por um ano as consultas do doutor Dráuzio Varella no Presídio Feminino da Capital de São Paulo, o que inicialmente teria como resultado um trabalho de fenomenologia do espaço arquitetônico, acabou por se tornar uma intervenção urbana em plena região da Paulista, em São Paulo. Este acabou sendo o primeiro trabalho de uma série de outros executados nesta mesma atmosfera. Os trabalhos Espera, Visita e Teresa são alguns dos que estão nesta exposição e fazem parte deste cotidiano o qual esteve presente não somente na imersão de um ano junto à equipe de médicos voluntários do presídio feminino, como também em toda a infância e adolescência da artista passadas no bairro da Zona Norte de São Paulo, próximo do extinto presídio do Carandiru, quando por muitos anos ela acompanhou a trajetória dos familiares que chegavam de madrugada e que retornavam no final do dia.   Anos depois, já residindo na região central próximo à favela do Moinho, também trouxe para seus trabalhos as questões observadas na vizinhança. Localizada em uma área urbana residual marcada por duas linhas de trem e um viaduto, a comunidade passou por um marcante incêndio em 2013. A série Moinhos traz trabalhos que partem das vivências observadas durante o período em que os moradores buscavam se restabelecer após a tragédia. Um pouco distante das abordagens sobre desigualdades sociais, mas ainda permeando um espaço de questionamentos urbanos contemporâneos está Alvorada, que coloca um universo mais místico, propondo uma releitura sobre o papel da religiosidade num país de miscigenações étnicas e sociais. “O lugar das incertezas reúne estes três momentos da artista em uma exposição marcada pela contemporaneidade, seja pelas temáticas abordadas, seja pela linguagem vanguardista dos trabalhos”, salienta a gerente do MAB.

 

Na Galeria do Papel

Voo Noturno: série de gravuras produzidas pelo artista paranaense Francisco Gusso durante 2011 e 2012 e impressas entre 2012 e 2014 nos ateliês do Museu da Gravura de Curitiba. É composta por sete obras, seis delas são gravuras feitas em linóleo, impressas e molduradas em vidro. A outra obra é um livro de artista de 18 páginas que levam o nome da exposição: Voo Noturno. O livro foi impresso em xilogravura sobre papel arroz e conta com alguns desenhos e textos produzidos pelo artista.

 

No Espaço Alternativo

Cacos da Mata: exposição que o artista e ambientalista Paulo Tajes Lindner traz de Joinville. A estreia do projeto ocorreu em 2006 e o conceito tem base a reciclagem de materiais. O projeto original foi concebido por Paulo (pintura acrílica sobre lonas usadas de caminhão) e pela artista Ana Beatris Raposo (fusão de vidros reciclados). Segundo o crítico de arte Walter de Queiroz Guerreiro, Lindner é um ambientalista que acreditou ser a arte o instrumento para conscientizar sobre a destruição da Mata Atlântica. O artista cria em técnica mista a imagem real de um ambiente devastado e poluído. Utiliza restos industriais, como a lona de caminhão desgastada, vidros e miçangas. Sua missão: falar da natureza e de nós mesmos.

Lindner sempre aliou a sua paixão pela arte ao ideal de proteger o ambiente. Em suas composições, que beiram o realismo mágico, apropria-se da natureza e recria as suas formas dando existência pictórica a animais e flores fictícias. A figura do pássaro, ligação entre o céu e a terra, é muito frequente na produção do artista.  A exposição já passou por Berlim (Alemanha), Bologna e Roma (Itália), Paris (França) e pelos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná  e Santa Catarina.

 

 

Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello