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Diga Não ao Trabalho Infantil é tema de seminário

Diga Não ao Trabalho Infantil é tema de seminário

Dezenas de profissionais que atuam nas políticas de assistência social, educação, saúde e conselho tutelar participaram nesta quarta-feira, dia 16 de julho, do seminário “Diga Não ao Trabalho Infantil”. Promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Social da Prefeitura de Blumenau, o evento teve por objetivo promover uma capacitação e reflexão sobre o tema com vistas a erradicar o trabalho precoce na cidade. 

Na abertura, a pequena Amália Pfiffer entregou às autoridades que compuseram a mesa a cartilha Diga Não ao Trabalho Infantil, Diga Sim à Infância Protegida. O ato simbolizou o lançamento do material informativo que irá instrumentalizar profissionais da rede de proteção das crianças e adolescentes sobre garantia de direitos contribuindo com a prática profissional. Em seguida, um grupo do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos dos CRAS Garcia encantou o público com a apresentação da música “Criança Não Trabalha”.

Dando sequência à programação, a procuradora do Trabalho de Blumenau e representante do Fórum de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção do Adolescente no Trabalho de Santa Catarina, Geny Helena Fernandes Barroso, ministrou uma palestra sobre a importância de combater o trabalho infantil, tendo em vista seus efeitos devastadores na vida de crianças e adolescentes. “Para a criança exposta ao trabalho infantil, cada dia é crucial, ela jamais apagará essa lembrança da memória, por isso a importância e a urgência de discutir este tema”, disse ela ao relatar o caso de uma criança na Índia que certa vez questionou a demora das autoridades competentes para retirá-la da vida de exploração. 

O seminário foi uma das ações do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), desenvolvido pelo município desde 2001, onde os participantes tiveram a oportunidade de tirar dúvidas sobre uma série de situações envolvendo pessoas com idade inferior a 16 anos da prática do trabalho precoce – resguardando os casos de menor aprendiz a partir dos 14 anos. Atualmente, 26 crianças e adolescentes recebem acompanhamento do PETI. Os casos são encaminhados à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social através dos CRAS, Conselhos Tutelares e Ministério Público. Situações como estas podem ser denunciadas aos conselhos tutelares da cidade ou discando 100 no seu telefone. 

Assessora de Comunicação: Talita Catie