Memória Digital: 200 anos de Dr. Blumenau
A segunda filha do fundador da colônia escreveu artigos sobre o pai. Segue trecho de um de seus escritos, que traça um perfil diferente do fundador: “(...) Para regularizar todos os seus negócios, papai seguiu para o Rio. E, para melhor e mais eficientemente trabalhar pelo seu estabelecimento no Itajaí, realizou a sua planejada viagem à Europa. Deu-se isso a 8 de dezembro de 1848. Aqui, na Alemanha, desenvolveu intensas atividades em prol da colonização em geral e, particularmente, de sua fundação no Itajaí; publicou folhetos e etc., e, já no começo de 1849 entrou em entendimento com funcionários do Governo em Berlin, aos quais expôs seus planos. A 16 de fevereiro de 1850 mandou à sua mãe uma fotografia, que não achou boa, mas que é a única dos seus tempos de moço. Em fins de março de 1850 regressou ao Brasil muito mais esperançoso do que, meses antes, acreditara possível, isso porque seu sobrinho ficara certo de, em junho seguinte, acompanhar cerca de 20 pessoas que desejavam estabelecer-se em sua colônia. Outras, certamente seguiriam esse exemplo, uma vez que os dados sobre as coisas no Brasil estavam sendo impressos para publicação.” (Fonte: Fundação Cultural de Blumenau / Arquivo Histórico José Ferreira da Silva / Blumenau em cadernos, Tomo I, março de 1957, p. 81-91)
