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Exposição indígena impressiona turistas

Exposição indígena impressiona turistas

Fotografias, reportagens, documentários e uma decoração especial inspirada na Mata Atlântica desvendam a cultura indígena no Vale do Itajaí. A exposição aberta nesta quarta-feira, dia 17 de junho, no Museu da Família Colonial causou boa impressão aos turistas cariocas Cláudio Pimenta de Oliveira e Cláudio Calhão de Castro. Eles estão de passagem pela cidade e souberam da mostra cujo tema empolga quem como eles têm ligação estreita com os povos nativos. Os dois não resistiram e prestigiaram a abertura da exposição conduzida pela professora Sueli Petry, diretora do Arquivo Histórico José Ferreira da Silva. A mostra pode ser visitada até março de 2015, de terça-feira a domingo, das 10h às 16h. O ingresso custa R$ 3. Estudantes pagam meia e crianças até 8 anos e idosos acima de 60 anos não pagam.

 

A introdução explicativa da professora revelou o passado e o presente dos descendentes das tribos que hoje habitam o Vale do Itajaí. A historiadora contou como sobrevivem os xoclengues, xokleng, laklaño ou botocudos, como são chamados os integrantes desse grupo que habita as áreas indígenas Ibirama-La Klãnõ, Posto Velho e Rio dos Pardos, em Santa Catarina. Segundo a Fundação Nacional de Saúde, em 2010 existiam cerca de 1.853 índios desse grupo. “Com o passar dos anos, eles vão perdendo a identidade. Enfrentam problemas sociais, que tentam superar”, comenta Sueli.

 

O professor e jornalista Cláudio Pimenta é descendente de portugueses e índios. Por este motivo fez questão de visitar a exposição temporária “Índios, bugres, nativos. Um passado presente”. Em férias na cidade, diz que gostou da valorização de um povo que costuma ser esquecido. O outro turista carioca, Cláudio Oliveira comenta que conheceu de perto a triste realidade dos descendentes indígenas quando atuou por alguns anos em comunidades ianomâmis em Roraima. No Brasil, esse povo é formado por 15 mil pessoas distribuídas em 255 aldeias relacionadas entre si em maior ou menor grau.

 

 

Cultura das tribos

 

 

A exposição dividida em núcleos retrata a cultura, o contato com homem branco e sua relação com a sociedade hoje. A mostra organizada pela Fundação Cultural de Blumenau apresenta objetos etnográficos indígenas como mantas, lanças, arco e flechas, imagens que revelam a convivência indígena a partir do contato com o homem branco.

 

Hoje, a Terra Indígena (TI) Laklãnõ fica ao longo do Rio Hercílio e Plate, formando a bacia do Rio Itajaí-Açu. Criada no governo de Adolfo Konder em 1926, denominada Posto Indígena Duque de Caxias, foi demarcada oficialmente em 1965 recebendo o nome de Ibirama. Com base nos dados fornecidos pela Funasa de José Boiteux, as terras indígenas são formadas por oito aldeias: Sede, Pavão, Figueira, Palmeira, Toldo, Bugio, Coqueiro e Barragem. Para cada aldeia existe um cacique responsável e um cacique geral que representa os Laklãnõ/Xokleng fora da TI.

 

 

Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello