CineArte exibe o documentário "Sem palavras"
O documentário “Sem palavras” resgata as vivências dos descendentes alemães que colonizaram a Região Sul no século 19. O filme programado pelo CineArte conta um pouco sobre a perseguição ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial, a campanha de nacionalização do presidente Getúlio Vargas e a entrada do Brasil no conflito bélico em 1942. Os confrontos contra os países do Eixo aumentaram a repressão aos estrangeiros oriundos dos países inimigos.
O documentário mostra um dos lados da história, relatado por quem era criança e descendente de alemães nos anos 1940. O filme foi produzido com apoio do Governo do Estado, em comemoração aos 180 anos da imigração alemã no Brasil. A sessão de segunda-feira, dia 13 de maio, começa às 19h, no Cine Teatro Edith Gaertner. A entrada é franca.
Saiba mais
13 de maio
Documentário: Sem palavras (Brasil/2009)
Duração: 53 minutos
Diretora: Kátia Klock
Produtor: Mauricio Venturi
Montagem: Paulo Calasans
Som direto: Ricardo Barbosa e Amarildo Ribeiro
Fotografia: Patrício Furlanetto
Trilha: Ricardo Fujii
Classificação etária: Livre
20 de maio
Filme: Fritz (Brasil/2010)
Duração: 22 minutos
Direção e o roteiro: José Alfredo Abrão
Produção: Sigrid Söhnlein
Fotografia: Charles Cesconetto
Montagem: Mauro Alice
Música: Naná Vasconcelos
Classificação etária: Livre:
Sinopse: Fritz é um curta-metragem inspirado na vida de um dos maiores cientistas da história do Brasil: o naturalista Fritz Müller. Esse personagem veio da Alemanha para Santa Catarina em 1852, para viver na colônia do amigo Dr. Blumenau. Em plena mata Atlântica, entre índios e animais selvagens, vivia como um colono auto-suficiente, cercado pela esposa e as nove filhas. Ele conhecia medicina, cuidava da saúde dos índios e se correspondia com Charles Darwin. Seu trabalho de pesquisa com a fauna e a flora catarinense foi fundamental para comprovar a teoria da evolução. Fritz morreu delirando com as bromélias que tanto amava. É um exemplo de independência intelectual e um dos precursores do naturalismo no país. Sua vida e sua obra até hoje fascinam intelectuais e estudantes em todo o mundo
27 de maio
Documentário: Modernos do Sul (Brasil/2004)
Duração: 22 minutos
Duração: 52 minutos
Diretora: Kátia Klock
Produtores: Ieda Beck e Maurício Venturi
Montagem: Fausto Nocetti
Som direto: Suzana Zacchi
Fotografia: Marx Vamerlatti
Trilha: Gustavo Schmidt e Edino Krieger
Classificação etária: Livre
Sinopse: Era uma vez uma ilha... O Modernismo tardou a chegar a Santa Catarina. Foi lá pelos idos de 1940, quando um grupo de jovens ousados resolveu acabar com a mesmice local. Entre 1947 e 1958, o Grupo Sul sacudiu Florianópolis com atividades culturais e difundiu sua revista, a Sul, para países de língua portuguesa. O Círculo de Arte Moderna, como era conhecido o grupo no início, montou e encenou peças de teatro, publicou livros, produziu exposições de arte, fundou o primeiro cineclube no Estado e foi pioneiro na sétima arte, produzindo o primeiro longa-metragem catarinense, O preço da ilusão. A trajetória deste grupo é rica em ações e palavras. Cinco escritores fundaram o movimento – Salim Miguel, Eglê Malheiros, Aníbal Nunes Pires, Ody Fraga e Antonio Paladino. Mas o Sul abarcou muitos contemporâneos, principalmente jovens aficcionados pela escrita e pelas artes gráficas. O Grupo Sul traduziu a rebeldia e as angústias da juventude pós-guerra, unida pelo inconformismo, pela solidariedade e pela palavra. Esses jovens tinham o sonho de democratizar a arte.
Local: Cine Teatro Edith Gaertner, Fundação Cultural de Blumenau
Horário: 19h
Entrada franca
Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello
