Memória Digital: Rio Itajaí-Açu na poesia de Ave-Lallemant
Ave-Lallemant, colaborador do Dr. Blumenau na administração colonial, após a enchente de 1880, escreve uma poesia inspirada nas grandes águas do Rio Itajaí:
"Larga, profunda e potente, corria, em longa marcha, a bela massa
D’água, geralmente silenciosa.
Encantadora floresta virgem refletia-se na corrente e esbeltas palmeiras inclinavam-se sobre as ondas escuras, balançando-se ligeiramente.
Mas, ao lado do quadro da mais profunda paz, o da mais furiosa destruição.
Em muitos lugares desabaram os barrancos do rio com os matos que os cobriam.
As mesmas frondes pujantes que se elevam
para o céu. Subitamente se precipitaram
na torrente e alí ficam apoiadas no fundo,
rodeadas pelas águas espumantes,
até que se decomponham ou que as areias
as enterrem completamente".
(Fonte: Arquivo Histórico José Ferreira da Silva / Fundação Cultural de Blumenau)
