Fenatib entra na reta final com palhaços e mambembes
A primeira semana foi de muita alegria, animação e energia no 19º Festival Nacional de Teatro Infantil de Blumenau (Fenatib), uma realização da Fundação Cultural de Blumenau, Ministério da Cultura e Instituto de Artes Integradas (Inarti). As atrações prosseguem até quinta-feira, dia 12 de novembro, com a maioria das apresentações no Auditório Willy Siervert do Carlos Gomes.Também entram no circuito de apresentações o Cine Teatro Edith Gaertner da Fundação Cultural, os Caics da Velha e Itoupava, Casa São Simeão, Centro Cultural 25 de Julho e a Praça do Teatro Carlos Gomes. A reta final promete muitas brincadeiras, alegria, mambembes e palhaçadas. A entrada é franca, mas os ingressos são limitados e devem ser retirados uma hora antes do início de cada espetáculo na secretaria do evento.
Um exemplo de seriedade foi a apresentação de Tupiliques – O Espetáculo, que lotou o Auditório Willy Siervert do Carlos Gomes no último domingo, dia 8 de novembro. A Cia. Repentistas do Corpo, de São Paulo, atraiu a atenção de crianças e adultos durante uma hora de muita agitação criativa no palco. Haja fôlego e energia para promover cruzamento entre dança contemporânea, teatro, música e percussão temporal em movimento.
O trabalho é livremente inspirado no livro “Tupiliques – Heranças Indígenas no Português do Brasil”, do escritor César Obeid, que se utilizou dos Limeriques para rimar palavras indígenas, de origem Tupi, assimiladas ao português falado no Brasil. Os limeriques são uma forma de poesia inglesa escrita em estrofes de cinco versos que apresentam situações engraçadas ou absurdas. A Cia. Repentistas do Corpo recriou este universo “tupilicoso” de palavras para desenvolver um espetáculo lúdico e ritmado onde os poemas são canto/danço/falados pelo elenco, transportando crianças e adultos para este mundo novo de possibilidades que revela um Brasil de natureza, bichos, frutas, personagens do folclore, comidas e lugares, batizados pela língua Tupi.
O que ver
Espetáculo: Os Meninos e as pedras
Dia 10 de novembro, terça-feira
Auditório Willy Sievert – Teatro Carlos Gomes
Horários: 9h, 15h e 19h30
Grupo: Cia. Girasonhos
Autor: Antônio Rogério Toscano
Direção: Drika Vieira e Carlinhos Rodrigues (Cia. Da Casa Amarela)
Faixa etária: a partir de 12 anos
Duração: 50 minutos
Sinopse: Duas crianças, duas culturas e um único quintal: a faixa de Gaza. Fátima, uma menina palestina, e Yonatan, menino judeu, disputam o espaço em que costumam brincar, numa analogia à guerra de seus povos. Enquanto brincam de escutar o silêncio, compreendem as diferenças e descobrem semelhanças, abandonando as armas, as pedras e criando laços que vão além da terra por que brigam.
Espetáculo: “Uma Peça Como Eu Gosto”
Dia 11 de novembro, quarta-feira
Auditório Willy Sievert – Teatro Carlos Gomes
Horários: 9h, 15h e 19h30
Grupo: Cia. Histórias pra Boi Dormir
Autor: Marcelo Moratto
Direção: Duda Maia e Lucio Mauro Filho
Faixa etária: Livre
Duração: 50 minutos
Sinopse: Uma companhia de teatro mambembe, formada por duas atrizes profissionais (Desdêmona Catarina e Cordélia Viola) e um ator amador (Tróilo Cimbelino), percorre o Brasil, encenando peças de William Shakespeare com bonecos e música ao vivo. Os três atores vivem em constante conflito porque dificilmente entram em acordo sobre o que representar e que gênero teatral mais iria agradar o público. As paixões das personagens das peças de Shakespeare se embaraçam com as dos atores e espectadores. Em “Hamlet”, a história de um crime repulsivo leva um coronel culpado a se reconhecer e a ameaçar os intérpretes, levando-os a fugir. O amor e ódio em “Romeu e Julieta” espelham os atritos que se acentuam dentro da companhia. E “A Tempestade” traz para eles o perdão e a reconciliação.
Espetáculo: O Flautista de Hamelin
Dia 11 de novembro, quarta-feira
Clube 25 de Julho
Horários:15h e 19h
Grupo: Trip Teatro de Animação
Autor: Lenda Germânica (releitura)
Direção: Paco Parício
Faixa etária: Livre
Duração: 40 minutos
Sinopse: Dois artistas medievais saem pelas ruas empurrando uma pequena carroça, que aos poucos vai se transformando na cidade de Hamelin, para contar a clássica história do flautista que livra a cidade de uma peste de ratos e sobre a importância de cumprir os tratos feitos. Esse espetáculo é resultado de uma parceria com a companhia espanhola “Los Titiriteros de Binéfar” e foi patrocinado pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), ligada ao Ministério da Cultura, por intermédio do prêmio Edital Myriam Muniz/2007.
Espetáculo: Palhaçadas – História de um circo sem lona
Dia 11 de novembro, quarta Feira
Caic Wilhelm Theodor Schurmann – Itoupava Central
Horário: 9h30
Dia 12 de novembro, quinta-feira
Praça do Teatro Carlos Gomes
Horários: 9h30 e 15h30
Grupo: Cia. 2 em Cena de Teatro, Circo e Dança
Autor: Alexsandro Silva
Direção: Alexsandro Silva
Faixa etária: a partir de 5 anos
Duração: 45 minutos
Sinopse: O espetáculo conta a história da dupla de palhaços Risada e Risadinha que trabalham no Circo Brasil. O circo, que passa por uma grande crise financeira, um dia pega fogo, deixando a dupla sem ter onde morar e trabalhar. Os palhaços resolvem, então, juntar o que sobrou do circo e apresentarem suas palhaçadas nas ruas e praças na tentativa de reerguer o circo. Recheado de números tradicionais de palhaços e circos brasileiros, Palhaçadas – História de um circo sem lona, é o primeiro espetáculo da trilogia criado a partir da pesquisa “Laboratório de palhaçaria”, realizada pela Cia. 2 em Cena de teatro, circo e dança desde 2007.
Contação de História: Como nasceu a alegria
Dia 12 de novembro, quinta-feira
Cine Teatro Edith Gaertner – Fundação Cultural
Horários: 9h30 e 15h30
Grupo: Cia Carona de Teatro
Texto: Rubem Alves
Direção: Pepe Sedrez
Faixa etária: a partir de 4 anos
Duração: 20 minutos
Sinopse: A terra era um jardim maravilhoso. Flores havia aos milhares. Todas igualmente lindas, vaidosas e infelizes. No meio de tanta beleza infeliz, uma florzinha corta, acidentalmente, uma de suas pétalas ao nascer. A florzinha não liga para isso e vive feliz com sua pétala partida. Até notar que as outras flores a olham com olhos espantados. E percebe, então, que é diferente. De forma encantadora, o autor mostra que o olhar preconceituoso sobre a diferença alheia gera, invariavelmente, muita tristeza. Mas, com carinho, sensibilidade e respeito é possível reverter a situação, fazendo nascer a alegria.
Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello
