Diretoria de Bem Estar Animal orienta para cuidados com cães no verão
As altas temperaturas do verão não exigem cuidados especiais só para os humanos. Os bichinhos, principalmente os cachorros, devem receber atenção especial nesta época do ano em que as temperaturas estão elevadas. Desde que a estação mais quente do ano começou, a Diretoria de Bem Estar Animal já registrou 56 ocorrências onde os cães encontravam-se expostos ao sol durante todo o dia e, muitas vezes, sem água.
Para diminuir o número de ocorrências deste gênero e garantir a segurança dos animais, a Prefeitura alerta para alguns cuidados especiais que devem ser tomados. Eliomar Russi explica que embora o pêlo do cão evite os efeitos primários do sol, seu sistema térmico não o protege do excesso de calor, que pode matá-lo. Isso porque os cães só transpiram pelas patas e a manutenção da temperatura corporal é feita por meio de aumento da frequência respiratória.
Desta forma, o problema começa quando o cão se encontra em um espaço reduzido e aquecido, como, por exemplo, amarrado exposto diretamente ao sol. “O ar que inspira já está quase à temperatura do sangue, fazendo com que sua temperatura corporal aumente”, explica diretor. Então, o cão começa a salivar, produzindo uma baba espumosa que acelera a desidratação e as mucosas passam rapidamente do vermelho-escuro para uma coloração azul. Situações como esta podem gerar a congestão ou edema pulmonar do animal, que pode fazer com que o cão entre em estado de choque, podendo chegar ao coma ou ter lesões irreversíveis, quando não à morte.
Para evitar estas ocorrências, é preciso seguir algumas orientações simples. Assim como os humanos, os cachorros precisam de sombra e água fresca nesta estação. Por isso a recomendação é que nunca deixe o cão exposto ao sol por muito tempo. Muita atenção também nos veículos. O carro abafado continua sendo a principal causa de insolação do melhor amigo do homem. Mesmo estando em movimento, verifique se o animal não está ofegante ou babando.
Se for passear com seu animal de estimação, em trajetos curtos, o ideal é levar com você um borrifador com água e borrifar diretamente na boca do cão. Em longos trajetos, a melhor maneira de evitar problemas é parar e hidratá-lo a cada 2 ou 3 horas. Além disso, não é aconselhável passear quando o sol está forte, pois se o chão está muito quente, como o asfalto, por exemplo, isso pode causar queimaduras nas patas dos animais.
Assessora de Comunicação: Talita Catie
