Prefeitura apoia movimento pela revisão da tabela do SUS
O déficit no valor repassado pelo Governo Federal através do Sistema Único de Saúde (SUS) não supre os gastos dos hospitais no Brasil. Esta é uma realidade bem conhecida por quem trabalha diariamente para garantir o atendimento básico aos brasileiros nos hospitais públicos. Alguns procedimentos, especialmente de média complexidade, não sofrem reajustes há mais de 10 anos, fazendo com que o repasse via tabela SUS não seja suficiente para cobrir os gastos nas unidades de saúde filantrópicas, que respondem por mais de 50% dos atendimentos na saúde pública nacional.
Fruto deste cenário, que compromete o serviço prestado aos cidadãos, o Movimento Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos no SUS se mobiliza em todo o país e chegou a Blumenau nesta semana. A mobilização, realizada em um dos maiores hospitais filantrópicos da cidade, alerta comunidade e Poder Público sobre o problema. Apoiado pela Prefeitura de Blumenau, que esteve presente na ação, o movimento pede a revisão urgente da tabela da SUS para que o sistema não entre em colapso.
“Compreendemos a preocupação destes hospitais e estamos mobilizados nesta causa, pois a saúde pública é uma grande responsabilidade que precisa ter atenção, principalmente do Governo Federal”, explica o diretor geral da Secretaria de Saúde, Leandro Silva, que esteve na mobilização. O movimento reconhece que os entes municipais são os que mais auxiliaram as entidades com recursos. Em Blumenau, por exemplo, a Prefeitura investe mais de R$11 milhões por ano nos hospitais filantrópicos da cidade.
No Hospital Santo Antônio a Administração Municipal investe anualmente R$7.9 milhões. O Hospital Santa Isabel, que promoveu a mobilização nesta semana, também é contemplado através de convênio com o Município. O valor do repasse para este ano é R$3.1 milhões. No Hospital Misericórdia, situado na Vila Itoupava, o repasse é de R$667 mil por ano, sendo proporcionalmente a unidade com maior investimento por parte da Prefeitura de Blumenau. Somente nesta administração, o Hospital Misericórdia teve um aumento no valor do repasse de 17%.
Leandro explica que é fundamental a articulação do Município junto ao movimento para garantir que a tabela seja reajusta. “Diante do atual cenário econômico e financeiro é preciso que o Governo Federal assuma sua responsabilidade com a saúde pública. Precisamos nos mobilizar para enfrentar o cerne da questão. Principalmente porque diante do atual cenário econômico é praticamente impossível o Município fazer novos reajustes”, afirma Leandro.
Gerente de Jornalismo: Talita Catie
