Memória Digital: as olarias
Com a vinda dos imigrantes no fim do século passado e início do século XX, também chegou ao Estado a experiência dos “oleiros” europeus. Organizados familiarmente, passaram a exercer suas profissões, surgindo assim as primeiras olarias catarinenses, que configuram o início da atividade como segmento econômico de fato. São hoje na sua totalidade empresas de pequeno porte, com estrutura organizacional familiar, cujo desenvolvimento tecnológico e administrativo vem tomando impulso nos últimos anos em função da modernização dos processos construtivos que exigem agilidade das obras e redução de custos.
A olaria geralmente funcionava em galpão simples, com cerca de 30m², construído de madeira ou alvenaria. O principal instrumento de trabalho era a roda ou torno do oleiro, movida por ele com o pé. A matéria-prima era a argila retirada do mangue e amassada num tonel ou barricada que tinha no interior uma espécie de pá. Estas se moviam com o andar de um cavalo que girava em volta da barricada. Hoje, a argila vem das terras fracas. Na imagem, tigelas, potes, bacias, panelas, jarras e bules. Eram os utensílios diários fabricados para atender os colonos da região.
(Fonte: Fundação Cultural de Blumenau / Arquivo Histórico José Ferreira da Silva)
