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Exame fornecido pelo Governo Federal está em falta na cidade

Exame fornecido pelo Governo Federal está em falta na cidade

Blumenau está há três meses sem receber do Ministério da Saúde o teste rápido para diagnóstico da Hepatite B. O desabastecimento, tanto do Centro Especializado em Diagnóstico, Assistência e Prevenção (Cedap) quanto das unidades de saúde, é preocupante, pois onera o município e dificulta a identificação da doença. Em média, 850 testes são realizados por mês em Blumenau.

Por meio de nota, o Governo Federal informou que o processo para aquisição de novos testes rápidos de Hepatite B, iniciado em dezembro de 2013, está suspenso por decisão judicial. Em relação ao processo de compra emergencial, o Ministério da Saúde informa que não há uma definição legal para a sua efetividade e ainda está em avaliação.

O diagnóstico da Hepatite B é feito pela análise sanguínea e o kit do teste rápido é mais uma opção, que indica se o paciente necessita de mais exames. Conforme preconização federal, os kits devem ser oferecidos nas Unidades de Saúde, a fim de descentralizar a oferta. O teste rápido, que engloba a verificação de Hepatite B e sífilis, tem um custo total de R$ 5,99, mas era fornecido gratuitamente pelo Ministério de Saúde. Na falta dos kits, o município está oferecendo os exames laboratoriais, que além de terem resultados mais demorados, oneram o município num custo total de R$ 13 cada.

Para evitar a doença, a vacina é disponibilizada nos postos de saúde. A imunização deve ser feita em três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose. Só assim é possível garantir a prevenção.

Entenda a Hepatite B

Segundo informações do Ministério da Saúde, a hepatite do tipo B é uma doença infecciosa, cujo vírus está presente no sangue, no esperma e no leite materno. A transmissão pode se dar pela relação sexual sem preservativo, da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação, por transfusão de sangue contaminado ou, ainda, pelo compartilhamento de seringas e objetos cortantes.

As hepatites virais são silenciosas, e na maioria dos casos não apresenta sintomas. Mas, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjôo ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de um a seis meses após a infecção.

A Hepatite B pode se desenvolver de forma aguda, quando a infecção tem curta duração, e crônica. O risco de a doença tornar-se crônica depende da idade na qual ocorre a infecção, e as crianças são as mais afetadas. Naquelas com menos de um ano, esse risco chega a 90%; entre 1 e 5 anos, varia entre 20% e 50%. Em adultos, o índice cai para 5% a 10%.

Assessora de Comunicação: Marília Prado