Paralisação intempestiva do transporte coletivo prejudica comunidade
A paralisação total do transporte coletivo de Blumenau pegou a todos de surpresa, inclusive a Administração Municipal. O descumprimento de aviso prévio e manutenção de frota mínima, preceitos legais para qualquer movimento paredista no transporte público, levou o Seterb a ingressar com uma notificação no Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitando uma ação cautelar para que o sindicato cumpra a lei. O presidente da OAB de Santa Catarina, Túlio Cavalazzi, e o presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas do Estado, Gustavo Guimarães, acompanham a assessoria jurídica da autarquia, em Florianópolis, para potencializar a urgência do processo. O esforço jurídico do município espera por uma decisão emergencial, que faça com que os serviços de transporte voltem à normalidade ainda hoje. A Administração Municipal está agindo – e rápido – dentro de suas possibilidades.
O prefeito Napoleão Bernardes, que está em Brasília em viagem pré-agendada tratando de assuntos de interesse do município, foi comunicado da interrupção dos serviços logo nas primeiras horas da madrugada e determinou que o Seterb efetue toda a ação necessária para que a população seja atendida com o transporte público. O prejuízo à população na manhã desta segunda-feira foi grande. Pessoas perderam horário no trabalho, em consultas médicas, na escola. “O que causa mais prejuízo à população? A falta de um vigia desarmado no terminal ou a paralisação do transporte coletivo”, questionou o presidente do Seterb.
Erivaldo Caetano Junior (Vadinho) apelou para o bom senso do sindicato em não mais prejudicar os blumenauenses. Reiterou que as várias medidas para aumentar a segurança nos terminais urbanos, anunciadas na semana passada, estão em andamento. “Se o Consórcio Siga, que é o responsável pela segurança nos terminais, não consegue fazer tudo que o sindicato quer de uma só vez, tem demonstrado interesse em avançar na questão segurança”, complementou. Mais uma vez Vadinho disse que o município está sempre aberto a conversar com o sindicato e que já notificou oficialmente o Consórcio Siga sobre a necessidade de manter o transporte coletivo funcionando.
Agentes a postos
Os agentes da Guarda Municipal de Trânsito (GMT) foram de fundamental importância para minimizar os problemas de fluxo de veículos nas primeiras horas da manhã, causados pela paralisação intempestiva do transporte coletivo. Todo o efetivo foi para a rua, inclusive aqueles que estavam trabalhando já há 24 horas, como forma de contribuir com a comunidade. Os corredores de ônibus foram liberados para o trânsito de veículos comuns, como forma de melhorar o fluxo. A única exceção foi o da rua Dois de Setembro, por se tratar de um corredor no contrafluxo, o que poderia causar acidentes. Os corredores estarão liberados para veículos enquanto a situação atípica perdurar. Já os agentes da GMT estão mobilizados para o horário de pico de final da tarde.
Vadinho listou os compromissos assumidos pelo Consórcio Siga em relação à segurança nos terminais. A instalação de bilheterias nos terminais Aterro, Fonte e Fortaleza, a instalação de uma central de monitoramento, revisão na iluminação dos terminais e contratação de vigilante para o Terminal Aterro já foram iniciadas e devem ser concluídas o mais breve possível. “Tudo que o sindicato solicitou, cobramos do Consórcio Siga e eles estão empreendendo as ações. A diferença está em colocar mais um vigia desarmado em dois terminais, pelo que entendemos. É justo com a população parar o transporte coletivo por causa disto?”, questionou Vadinho.
Diretor de Imprensa: Fabrício Wolff
