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Cepread atende mais de 700 animais nos dez primeiros meses do ano
Destes, 124 cães e gatos necessitaram de internação e tratamento mais específico.

Foto: Marcelo Martins

No período de janeiro a outubro de 2017, o Centro de Prevenção e Recuperação de Animais Domésticos (Cepread) atendeu 701 animais, entre os quais 637 cães e 61 gatos. Destes, 124 (88 cães e 36 gatos) necessitaram de internação e tratamento mais específico. Os animais, após estarem em boas condições de saúde, foram devolvidos ao local de procedência ou inseridos em programa de adoção.

Durante o ano, o Cepread concluiu 41 adoções de animais acolhidos no local. No entanto, a unidade segue com mais de 80 cães e gatos que precisam de um lar para viver. O coordenador de Políticas Públicas de Bem-Estar Animal e do Cepread, Luís Carlos Kriewall, explica que ainda há certa resistência da população em adotar animais abandonados.

“Muitas pessoas ainda preferem pegar um cão ou gato recém-nascido”, diz. Segundo ele, o Cepread pretende realizar campanhas junto à população para alterar esse quadro. “Todo mundo merece uma segunda chance, inclusive os animais. Queremos mostrar o quão dóceis, carinhosos e alegres eles são. As pessoas que vêm aqui e adotam não se arrependem”.

O cidadão que pretende adotar deve ir ao Cepread, na Rua Curt Klein, 150, no bairro Itoupava Central, para realizar uma minuciosa entrevista. Nela, são passadas orientações a respeito dos cuidados que se deve ter com o animal e sobre adoção responsável. O processo é simples e concretizado no mesmo dia.

Demandas improcedentes
Nos dez primeiros meses do ano, o Cepread recebeu 1.177 chamadas da comunidade, entre solicitações de atendimentos e denúncias, por meio da Ouvidoria da Saúde. Deste total, 863, ou seja, mais de 73% das ocorrências abertas, foram averiguadas e não se confirmaram ou puderam ser atendidas pela equipe da unidade.

Para Kriewall, o alto número resulta da falta de conhecimento de parte da população quanto às atribuições do órgão. “Em muitas situações, as demandas que surgem não podem ser atendidas por nós”, diz. “Por exemplo, recebemos muitos pedidos para recolhimento de animais abandonados e isso nós não fazemos. Nossa principal função é atender animais com algum tipo de agravo à saúde ou vítimas de maus-tratos, que necessitem de cuidados médico-veterinários”, explica.

Somente em 2017, os cinco veterinários do Cepread fizeram 848 visitas pela cidade para verificar situações relatadas pela população. Em muitos casos, a ocorrência registrada não procedeu. “Recebemos muitas demandas todos os dias e, na medida do possível, procuramos atender todas. Em algumas ocasiões, os nossos profissionais vão ao local e não encontram nada parecido com o que fora relatado. Esses deslocamentos tornam-se, portanto, desnecessários e tomam um tempo que poderia ser investido em outras ocorrências e também fiscalizações”, enfatiza Luís Carlos.

De acordo com o coordenador, uma de suas metas é, além de reforçar as campanhas sobre adoção e guarda responsável de animais, conscientizar a população a respeito do verdadeiro papel do Cepread. “Queremos mostrar que a nossa função é zelar pela política de bem-estar animal no município e coibir cada vez mais atos ilícitos contra animais. E, para isso, precisamos muito do apoio e da colaboração de toda a comunidade”, destaca.

 

Assessor de comunicação: Felipe Elias



postada em 14/12/2017 16:54 - 662 visualizações



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