O Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) incluiu a cirurgia de alta frequência nos serviços ofertados pelo espaço. O procedimento é uma técnica moderna e minimamente invasiva para tratar lesões precursoras do câncer de colo do útero. Desde a implementação, em outubro do ano passado, a unidade já realizou 30 procedimentos com sucesso. A iniciativa agiliza o tratamento de mulheres diagnosticadas com lesões causadas pelo vírus HPV, evitando que o quadro evolua para um câncer invasivo. A realização do diagnóstico e da intervenção no mesmo local garante rapidez e eficácia no atendimento pelo SUS.
Betalucia Pires Cordeiro, uma das pacientes que passou pela cirurgia conta como foi a experiência no Caism. “O processo foi conduzido com agilidade e clareza; com explicação detalhada de cada etapa, o que me trouxe muita segurança e tranquilidade. A recuperação foi positiva e todas as minhas dúvidas — inclusive sobre questões hormonais e o período pós-operatório — foram prontamente esclarecidas. Além do suporte médico, a equipe de atendimento é extremamente atenciosa e acolhedora, fazendo com que o paciente sinta cuidado do início ao fim. Minha experiência foi excelente”, esclarece.
Diferente do modelo hospitalar, a cirurgia no Caism é realizada de forma ambulatorial, ou seja, não há necessidade de internação e a paciente recebe alta poucas horas após o procedimento. A anestesia é local, com apenas o bloqueio paracervical, evitando os riscos de uma anestesia geral; a recuperação é ágil, com o retorno às atividades leves em cerca de 7 dias; e mais segurança, já que o ambiente fora do hospital baixa o risco de infecções e reduz o estresse psicológico.
O secretário de Promoção da Saúde, Douglas Rafael, diz que os procedimentos, em tão pouco tempo, demonstram a eficiência desse novo fluxo. “Com a técnica, entregamos um tratamento seguro, com recuperação rápida e menor risco hospitalar. É a tecnologia a serviço da prevenção, fortalecendo a rede de combate ao câncer de colo do útero", completa.
Fluxo de atendimento
O acesso ao serviço inicia pela unidade de saúde de atendimento da paciente. Os exames de Papanicolau alterados são encaminhados pelas unidades de saúde de origem para o Caism. No Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher, as pacientes passam por avaliação ginecológica, colposcopia e biópsia. Assim que confirmada a indicação médica, a cirurgia de alta frequência é agendada.
A coordenadora do Caism, Alessandra Schiesser, diz que para garantir a cicatrização completa, as pacientes devem seguir rigorosamente as recomendações médicas. “Evitar relações sexuais e exercícios físicos intensos por um período médio de 15 dias após a intervenção auxiliam no pós-operatório”, finaliza.
Assessora de comunicação: Elaine Malheiros
postada em 30/01/2026 11:51 - 315 visualizações
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