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Agosto Lilás é o mês da conscientização sobre a violência contra a mulher
As vítimas de violência doméstica são atendidas pelos serviços da Semudes.

Agosto é lembrado por ser o mês da conscientização sobre a violência contra a mulher. Foi neste mês em 2006 que a Lei Maria da Penha foi sancionada e é o principal instrumento de penalização da violência doméstica.

Quando uma mulher sofre violência ela deve registrar boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção à Mulher, Criança e Adolescente (DPCAMI). Caso ela tenha dúvidas ou se sinta mais segura pode procurar os serviços da Secretaria de Desenvolvimento Social (Semudes). Os contatos estão no site. Além dos canais Disque 100 e 180, que são canais de denúncia anônima.

A Diretora de Proteção Especial da Semudes Maria Augusta Buttendorf ressalta a importância de a mulher denunciar as agressões para quebrar o ciclo da violência. “Essa atitude, muitas vezes difícil, ajuda a diminuir o seu isolamento e solidão, por isso deve ser apoiada e incentivada”, explica a Diretora.

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) tem papel importante no atendimento às vítimas de violência. Através do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (Paefi) as mulheres recebem orientações e participam de grupos com a equipe técnica. Neste ano 111 mulheres já foram atendidas ou estão em acompanhamento no serviço.

O Paefi tem como objetivo o fortalecimento da família, contribuir com o fim da violação de direitos, conflitos e rupturas, além de prevenir a reincidência da violência. Além de trabalhar com a mulher, Blumenau também atende o homem autor da violência. Atualmente 239 homens estão em acompanhamento no serviço e eles participam de grupo de reflexão somente para homens.

Segundo a Diretora Maria Augusta, o serviço tem como principal papel empregar medidas capazes de promover a superação das violações de direitos. E assim, prevenindo o agravamento e estabelecendo a proteção e dignidade humana.

Blumenau possui ainda o Abrigo Casa Eliza, que é voltado para as mulheres e seus filhos que necessitem serem afastados do lar e ficarem em ambiente protegido. Os encaminhamentos para este abrigo são feitos pela Delegacia após o registro do boletim de ocorrência.

Maria Augusta relata a importância de escutar e acreditar no relato da vítima para o seu acolhimento. “Mensagens positivas e palavras de apoio vão dar segurança e melhorar a autoestima da vítima, podendo ser preciosas para encorajá-la a sair dessa situação”, aponta a Diretora.

 

Assessora de Comunicação: Anna Clara Uliano



postada em 07/08/2020 11:36 - 318 visualizações



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