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Primeira fossa ecológica reconhecida pelo Município completa um ano de funcionamento
TEVAP foi construída na Nova Rússia, com a orientação de técnicos do Samae.

O mês de junho foi especial para a equipe de técnicos do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Blumenau que orientaram moradores da Nova Rússia, em 2019, na construção da primeira Fossa Ecológica reconhecida pelo Município. Isto porque, na semana passada, a estrutura completou um ano de pleno funcionamento.

A ideia surgiu quando o Samae iniciou um diagnóstico para identificar as condições sanitárias nas moradias daquela região. O tanque de evapotranspiração (TEVAP), também conhecido como fossa de bananeiras ou ecológica, foi o sistema apresentado por ser uma alternativa viável e de baixo custo, para tratamento de esgoto em residências não atendidas pela coleta pública de esgotamento.

Na época, uma residência estava sendo construída próximo da Estação de Tratamento de Água (ETA III), a família teve interesse na solução, com a ajuda de outros moradores e orientação dos técnicos do Samae, realizaram um mutirão para a construção da TEVAP. Humberto Bruzadelli, técnico do Samae, relembra que "as TEVAPs contribuem para o cumprimento do ítem 61 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, do qual o Samae é signatário. É uma maneira de compartilhar conhecimento por meio de exemplos acessíveis, que visam alterar o paradigma do esgoto como um problema para o do reaproveitamento da água e nutrientes".

Foram necessários para a montagem da estrutura, com volume de 10m³, 26 pneus, 1,5m³ de areia, 5 m³ de barro e entulhos, 1,5m³ de brita e 3m³ de concreto. “Este tamanho de TEVAP atende uma família de 5 pessoas. Antes de iniciar a construção, é necessário saber quantos moradores há na casa para o correto dimensionamento, garantindo assim, a plena eficiência do sistema”, explica Humberto.

Essa é mais uma das iniciativas do Samae para o desenvolvimento sustentável da Nova Rússia na área de saneamento, coleta de resíduos e proteção dos mananciais. O diretor-presidente do Samae, Michael Schneider, relembra o que já foi realizado pela autarquia e o que ainda será desenvolvido no local. “Nossa intenção é melhorar a infraestrutura para que a ETA III também seja uma atração turística. Já realizamos algumas reformas e estamos concluindo outras", afirma.

Além dessas ações, o Samae promove a proteção das nascentes do Ribeirão Garcia em parceria com o IPAN, contribuindo com R$ 170 mil/ano. “A autarquia não apenas trata e fornece água de qualidade, mas implementa ações que asseguram que esta chegue à captação nas melhores condições possíveis”, finaliza Michael Schneider .

Assessora de Imprensa: Silvia Regina.

 

 



postada em 29/06/2020 15:04 - 305 visualizações



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