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Memória Digital: o pinheirinho
Revista Blumenau em Cadernos, 60 anos - Natal da minha infância.

Em outra crônica publicada na Revista Blumenau em Cadernos, com o título “O Natal da minha infância”, a escritora Valburga Huber relata: “... A árvore de Natal era o pinheiro brasileiro, a copa cortada de uma araucária novinha, colocada na terra de uma grande lata enfeitada. Era espinhosa e tinha que ser regada quase diariamente para não secar muito rapidamente. Era difícil enfeitá-lo, porque os espinhos espetavam a gente. Isto aprendemos mais tarde, quando minha mãe nos permitiu ajudar na decoração da árvore. As espetadas repetidas eram enfrentadas pelas mãozinhas ávidas de ver o resultado, que sempre valia a pena! Os flocos de algodão tinham que ser colocados longe das velinhas, para evitar pequenos incêndios que, no entanto, sempre aconteciam, sendo logo apagados por minha mãe ou irmã mais velha. Tínhamos um enfeite de Natal de beleza única, que era pendurado sempre bem na frente, para que todos o vissem imediatamente: uma bola dourada que parecia uma rosácea de vidro. Nós a tratávamos como uma jóia rara, com mimo especial, pois, já por serem todas de vidro, as bagas de Natal quebravam facilmente...”.

 

Fonte: Arquivo Histórico José Ferreira da Silva / Revista Blumenau em Cadernos, tomo 58, novembro-dezembro-2017, p. 178-188 / Fundação Cultural de Blumenau



postada em 20/12/2017 16:31 - 372 visualizações



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