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Memória Digital: namoro na década de 1950
Na busca de um futuro estável, os casais procuravam se conhecer antes de marcar o casamento.

O namoro deveria ser o início do conhecimento mútuo para um futuro casamento. Os flertes passageiros estavam fora de moda e eram considerados perda de tempo, pois denegriam a imagem da boa moça de família. Na verdade o namoro era uma introdução ao convívio social a dois. Um ensaio, onde toda a família e sociedade opinavam sobre o que se deveria ou não fazer no relacionamento. Flertar nos anos dourados era encarar um perigoso desafio, pois a educação e bons modos exigiam uma conduta contida, tendo em vista um futuro estável. Mesmo na década de 1960, quando os padrões de namoro não eram tão rígidos e a vigilância mais amena, o flerte era considerado uma aventura incoerente. É aí que residia o perigo!

(Fonte: Fundação Cultural de Blumenau / Arquivo Histórico José Ferreira da Silva / Ehmke, Clarice, Namorar e casar: Perspectivas de casamento na década de 50, Revista Blumenau em Cadernos, janeiro-fevereiro/2004, tomo XLV)



postada em 12/06/2019 15:24 - 403 visualizações



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