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Memória Digital: Namorar e casar
Clarice Ehmke descreve em sua pesquisa nas décadas de 1950 e 1960 o modelo de vida ideal.

A autora Clarice Ehmke descreve em sua pesquisa nas décadas de 1950 e 1960 que o modelo de vida perfeita estava alicerçado na ideia de casar, constituir família, manter bom emprego e alcançar nível econômico estável para manter-se confortável e garantir o futuro dos filhos. Esse parâmetro foi uma construção no cotidiano das pessoas, e o cotidiano “reproduz uma ordem”. Era uma sequência de atos: trabalhar, fazer almoço, lavar, etc., repetida dia a dia. Assim também essa idealização do casamento era repetida no cotidiano, nos afazeres em casa, na escola, reforçada com a igreja em exemplos apontados em todos os cantos. Como o casamento figurava como firme objetivo de vida, existia toda uma preparação que permeava o processo de sua realização. Desde cedo, a formação das crianças e a distribuição do trabalho seguiam uma organização. Na infância, a criança recebia uma série de instruções que, sutilmente, por meio das próprias brincadeiras, deixavam transparecer a sua futura função de adulto.

 

Fonte: Fundação Cultural de Blumenau / Arquivo Histórico José Ferreira da Silva / Ehmke, Clarice. Namorar e casar: Perspectivas de casamento na década de 1950. Revista Blumenau em Cadernos – tomo XLV – N.01/02 – Janeiro/Fevereiro – 2004. p.78-93



postada em 14/06/2018 08:31 - 198 visualizações



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