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Memória Digital: Boate Elite
Belas dançarinas animavam as noites blumenauenses no começo da década de 1961.

No momento em que o casamento é institucionalizado, sacramentado, é para atender às necessidades morais. A partir de então, a prostituição torna-se ato “contra natura”, um trabalho ingrato e desqualificado para a sociedade cristã. Mas a prostituição também é vista como reguladora, para manter-se o casamento. As mulheres tornam-se simplesmente objeto de uso, e as rotulam como anomalias, pois estão fora dos padrões normais da moral. O fato é que na prática, a totalidade de mulheres que não se submetiam às regras de normalização, regras essas em grande parte impostas pela Igreja, se viram tachadas de mulheres públicas. Deste modo, naturalizou-se a prostituição. Na imagem de outubro de 1961, vemos uma das dançarinas da Boate Elite. (Fonte: Fundação Cultural de Blumenau / Arquivo Histórico José Ferreira da Silva / Acervo Hans Raun foto: 21700034 , pasta 218. Identificação imagem: Werner Reimer. Kramer, Celso. Cifuentes, Sandro Luiz. Um estudo da história da prostituição na sociedade blumenauense entre os anos de 1890 e 1990. Revista Blumenau em Cadernos maio/junho – 2003 p. 48-68)



postada em 15/03/2019 14:15 - 137 visualizações



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