Google+


Memória Digital: árvore de Natal
Colonizadores da região de Blumenau aproveitaram os pinheiros serranos na decoração.

Os europeus tinham costume de decorar as árvores de Natal com maçãs e nozes em tons dourados ou prateados e recobertos de açúcar. Nas áreas de colonização alemã, este costume foi substituído por novos componentes. Vejamos o que diz Frederico Kilian num conto inspirado nas memórias dos imigrantes:

“O nosso primeiro pinheirinho de Natal. Mas não é o pinheiro alemão, “Abies pectinata”, mas sim uma árvore com folhas mais duras originárias do planalto, a “auracária brasiliensis”. A árvore foi introduzida aqui na colônia pelo próprio Dr. Blumenau, que arranjou as sementes da zona serrana. Cresce muito ligeiro e dentro de quatro a cinco anos já pode ser cortada para servir de árvore de Natal. Nos anos anteriores nossa árvore de Natal era um arbusto ou pequena árvore com galhos simétricos e que enfeitávamos com pequenas fitas de cores, cortadas de restos de fazenda, com as quais prendíamos aos ramos as flores das múltiplas orquídeas que aqui abundam, e pendurávamos em falta das costumeiras gulodices (doces, maçãs e pêras), as frutas que nascem aqui, como bananas, cachos de uvas maduras e várias frutas silvestres. Também não faltavam as velinhas de cera, pois existem aqui nas matas abelhas de várias espécies, que se alojam nos troncos ocos das árvores e produzem uma cera escura, mas que serve para fazer velas”.

(Fonte: Fundação Cultural de Blumenau / Arquivo Histórico José Ferreira da Silva / Arquivo Histórico José Ferreira da Silva: Fundo Memória da Cidade. Família Kilian – série Produção Intelectual)



postada em 04/12/2018 15:20 - 62 visualizações



Fotos