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Microrregião de Blumenau tem a melhor Saúde Pública de Santa Catarina
Pesquisa divulgada em junho aponta a cidade também em 12ª do país em qualidade dos serviços de saúde.

O estudo ''Brazil Competitiveness Profile'', divulgado no dia 25 de junho de 2015, pela Fundação Getúlio Vargas, aponta em primeiro lugar a microrregião sediada pelo município de Blumenau como a melhor na saúde pública do estado e a 12ª do país em qualidade dos serviços de saúde. O conjunto de dados usados para avaliar a competitividade de diferentes localidades brasileiras é o único no seu âmbito e qualidade. Blumenau também aparece bem posicionada na eficiência dos negócios e mercado de trabalho. Ainda, os cincos municípios com maior expectativa de vida ficam em Santa Catarina. Na lista aparecem Blumenau, Brusque, Balneário Camboriú, Rio do Sul e Rancho Queimado.

A pesquisa dimensionou a acessibilidade e qualidade dos serviços de Saúde Pública com base se a população está conseguindo ser atendida em uma Unidade Pública de Saúde, além da qualidade do serviço prestado por elas, como também o índice de longevidade, número de leitos hospitalares, autoavaliação e índice de depressão. Para a secretária de Saúde de Blumenau, Maria Regina de Souza Soar, o resultado da pesquisa valoriza o trabalho de todos os profissionais da área. “O resultado demonstra a importância da dedicação e empenho dos servidores públicos que atendem nas unidades e serviços públicos de saúde, da parceria com Conselho Municipal de Saúde e da união entre o governo e entidades filantrópicas na implantação de políticas públicas eficientes. Tudo isto nos permite fornecer serviços de qualidade em benefício dos cidadãos”, destaca.

Em 2013, a Prefeitura de Blumenau ampliou os horários dos Ambulatórios Gerais (AGs) nos bairros Garcia, Velha e Itoupava Central. Além dos usuários que fazem parte da área de abrangência das unidades, o atendimento estendido das 21h às 24h permite que todas as pessoas de qualquer parte da cidade sejam contempladas com o serviço. “A ampliação permite reduzir a demanda que existe nos hospitais da cidade. Muitos atendimentos que são procurados nas emergências dos hospitais, mais de 70% deles, são considerados ambulatoriais e podem ser resolvidos nos ambulatórios gerais e ou nas unidades básicas de saúde”, ressalta a secretária. Desde a implantação do horário estendido, os AGs já beneficiaram mais de 35 mil blumenauenses. Só este ano, de janeiro a junho, mais de 10 mil pessoas foram atendidas no horário ampliado.

A Prefeitura também está implantando o Sistema Pronto em todas as unidades de saúde. O programa consiste em um prontuário eletrônico que pode ser acessado em qualquer posto de saúde, contendo informações do paciente. Por meio dele, as informações contidas nos prontuários serão integradas no sistema municipal e nacional (E-sus), facilitando a prestação de contas do município. Segundo o diretor de Sistemas e Inovação, Julio Cézar de Souza Silva, o Sistema Pronto irá simplificar a vida do paciente que recorre aos serviços da saúde. “Esse sistema terá todo o histórico ambulatorial do paciente, e, consequentemente, os funcionários da saúde saberão em tempo real de todas as informações necessárias para atendimento, como, por exemplo, quanto tempo faz que o último exame do usuário foi feito ou quando foi a última consulta”, explica.

Hospitais filantrópicos da cidade

No início de 2013, o prefeito Napoleão Bernardes reavaliou os valores repassados aos hospitais filantrópicos da cidade, que são Hospital Santo Antônio, Santa Isabel e Associação Hospitalar Beneficente Misericórdia da Vila Itoupava. Ao todo, por ano, através de convênios firmados entre os hospitais e o município, são repassados para contribuir com as despesas de custeio dos hospitais mais de R$11.7 milhões, com uma média mensal de aproximadamente R$ 978 mil. Os repasses são provenientes de recursos próprios do município. Para o prefeito, o município tem compromisso com a saúde pública e de qualidade. “Entendemos como estratégia a parceria com os hospitais filantrópicos de Blumenau, que são referência em Santa Catarina. Em virtude da defasagem da tabela SUS, são os recursos transferidos pelo município que garantem seu pleno funcionamento”, avalia.

Saúde Básica

A Administração Municipal também tem feito investimentos na saúde básica, compreendida pelas Estratégias Saúde da Família (ESF). O número de equipes atendendo a comunidade chegou a 66 e o serviço de saúde bucal agora é ofertado em 32 unidades, 12 a mais que em 2014. De janeiro a abril de 2015, a atenção básica do município fez mais de dois milhões de atendimentos.

Ainda na atenção básica, desde 2013, oito unidades passaram por reformas na estrutura e ampliação, e cinco unidades mudaram de espaço para poder atender adequadamente as pessoas. “Investir na estrutura física, em móveis, equipamentos e mobiliários é dar qualidade de trabalho aos servidores, podendo desempenhar ainda melhor o atendimento à população”, ressalta Maria Regina. Na questão de longevidade, o município possui o Centro de Saúde do Idoso, que atendeu, em 2014, 5663 idosos. De janeiro a abril de 2015, já foram 2279 idosos que receberam o atendimento.

Os blumenauenses contam, também, com três unidades do Caps. O CapsI (Centro de Atenção Psico-Social Infanto-Juvenil), o Caps II (Centro de Atenção Psico-Social) e o Caps AD (Centro de Atenção Psico-Social Álcool e Drogas). O Caps AD recentemente mudou de nomenclatura e passou a ser chamado de CAPS III. A mudança é necessária porque a unidade ampliou o leque de serviços e agora promove o acolhimento 24h dos dependentes químicos. As unidades dos Caps prestam serviço de atendimento em saúde mental. A equipe conta com terapeutas, psicólogos, assistentes sociais, médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem. O objetivo da instituição é atender pessoas portadoras de sofrimentos psíquicos agudos, crônicos e severos, visando a diminuição, neutralização e desconstrução dos processos crônicos de adoecimento.

Sobre o estudo

A pesquisa realizada pela FGV Projetos, juntamente com a empresa Financial Times, foi dividida em dois centros de análises: 558 microrregiões brasileiras e 56 setores produtivos. As regiões foram agrupadas de acordo com suas características similares, as quais foram definidas por critérios do IBGE por estruturas sociais e de produção. Foram criadas 14 dimensões e seis vetores que totalizam 224 indicadores diferentes. A pesquisa na íntegra pode ser acessada através no link http://www.investe.sp.gov.br/uploads/midias/documentos/ranking_fgv.pdf.

Assessora de Comunicação: Franciele Back 



postada em 02/07/2015 10:41 - 3122 visualizações



Fotos
  • Foto: Eraldo Schnaider
  • Foto: Marcelo Martins
  • Foto: Marcelo Martins
  • Foto: Marcelo Martins