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Gato-mourisco é filmado pelo Projeto Fauna do Parque São Francisco
Projeto conta com armadilhas fotográficas instaladas no Parque São Francisco de Assis.

Há dois anos, a Prefeitura de Blumenau instalou três armadilhas fotográficas no Parque São Francisco de Assis, para auxiliar na observação da fauna e encontrar espécies raras, em extinção ou pouco observadas, como o gato-mourisco (Puma yagouaroundi). A iniciativa, denominada Projeto Fauna, é uma realização da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Faema) e do Instituto Caeté-Açu, tendo como objetivo melhorar a conservação da natureza.

Em dezembro, a Faema recuperou um cartão de memória danificado e conseguiu o tão esperado registro do gato-mourisco. O vídeo mostra uma breve passagem do animal na floresta, confirmando a sua existência na localidade. Além disso, os equipamentos do Projeto Fauna já flagraram outros animais como o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), a cutia (Dasyprocta azarae), o tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), o gato-maracajá (Leopardus wiedii) e o tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla).

Características do gato-mourisco
Segundo a bióloga e responsável pelo projeto, Cintia Gruener, o gato-mourisco é uma espécie de felino de porte médio-pequeno, sem manchas, de cor praticamente uniforme, variando do marrom acinzentado ao marrom avermelhado, de corpo alongado, membros curtos e cauda longa. Possui a cabeça pequena e achatada. É um felino solitário com atividades noturnas e diurnas, que se alimenta de mamíferos, aves e pequenos vertebrados.

O gato-mourisco vive em ambientes florestais densos, à beira de rios e outros mananciais, mas também em vegetação aberta. Na última revisão da lista brasileira da fauna ameaçada, foi considerado ameaçado na categoria vulnerável, sendo a caça, destruição e perda de hábitat as principais causas. É uma das espécies de felinos com maior deficiência de dados, tanto relacionados com a biologia da espécie e padrão de distribuição geográfica, quanto com a sua atual situação de densidade populacional.

“No que se refere às medidas de conservação para esta espécie, recomenda-se a manutenção ou restauração da conectividade do Parque São Francisco de Assis com outros fragmentos florestais do município, juntamente com ações voltadas à educação ambiental e fiscalização”, explica Cintia.

 

Assessor de Comunicação: Joni César



postada em 06/12/2017 09:03 - 479 visualizações