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As atividades de mapeamento de escorregamentos e áreas de risco iniciaram-se após o evento metrológico extremo que aconteceu nos dias 22 e 23 de novembro de 2008 que marcou a história do município de Blumenau e região como data da maior catástrofe natural já registrada em sua história.
O evento extremo deflagrou uma situação de elevada vulnerabilidade geotécnica para uma área que compreende aproximadamente 16% (9.872 km2) do território municipal, e que coincide também com áreas urbanizadas.
A combinação desastrosa de fenômenos meteorológicos de natureza extrema e a ocupação irregular de áreas suscetíveis a deslizamentos, teve como conseqüência para o município de Blumenau a morte de 21 pessoas, 6 desaparecidos, 25 mil desalojados e 5.209 desabrigados, além de incontáveis danos materiais em equipamentos públicos e privados, culminando na decretação do estado de calamidade pública.
Tendo em vista as dificuldades de natureza prática, técnica e econômica de reabilitação das áreas afetadas em curto e médio prazo e a necessidade urgente de estabelecer ações de monitoramento e controle, reduzindo os efeitos indesejados na hipótese de recorrência de fenômenos similares, implantou-se, através da Lei Complementar nº 710/2009, a Diretoria de Geologia em abril de 2009 - na época ligada a Secretaria de Planejamento Urbano do Município de Blumenau.
A inquestionável necessidade de uma nova política de ocupação identificando as Áreas de Restrição com Risco Geológico (ARG´s) foi ratificada pelo Decreto Municipal nº 9151/2010 um ano após a criação da Diretoria de Geologia e atualizado em março de 2011 pelo Decreto Municipal nº 9363/2011. |
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